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domingo, 3 de abril de 2016

Cinco verdades disponíveis para quem memoriza versículos

As Escrituras Sagradas recomendam-nos trazer à memória nossa Fé, aquilo em que cremos, sempre que necessário, (2 Tm 1:5).


Imaginemos a seguinte situação: você está diante de um tremendo conflito pessoal ou existencial e tem disponível –  literalmente a qualquer momento – versículos memorizados para sua consulta íntima diante da adversidade. São versículos que formaram seu caráter cristão e tem cooperado no seu aprimoramento ao longo da caminhada com Deus. São como setas indicativas dispostas pelo melhor Guia que se possa imaginar, conduzindo ao caminho mais seguro por esse mundo de incertezas.

Por outro lado, imaginemos uma segunda situação: seja incrédulo, seja cristão, novo convertido ou veterano, que não dispõe desse recurso para trazer à memória quando o dia mal chega; está sozinho consigo mesmo, com suas próprias conclusões, digamos assim.

Acredito que não há muita dificuldade em deduzir qual dessas situações a pessoa terá maior segurança, tranquilidade e, claro, acerto nas decisões. Aliás, as Escrituras Sagradas recomendam-nos trazer à memória nossa Fé, aquilo em que cremos, sempre que necessário, (2 Tm 1:5). Fica difícil, relembrar aquilo que não memorizamos. Não dá pra ficar procurando aleatoriamente em nossos tablets, smartphones, programas de computadores ou seja que meio for, à maneira de um jogo de cartas ou caça-níquel, aquilo que Deus tem para nos dizer. A resposta dEle é sempre uma: a correta; e não uma entre milhares de opções. As opções são por nosso livre-arbítrio.

Meditação, uma das atividades da vida cristã, também está relacionada com a memorização. Passa obrigatoriamente por memorizar o que se ouve, lê ou vê. Meditar – metaforicamente falando – é ruminar o alimento espiritual que foi servido numa pregação, numa conversa amiga ou numa leitura profunda e impactante da Palavra de Deus. Sem memorização não há a meditação, consequentemente não há aquele período de acomodação do assunto apreendido em nossa mente, tornando-o disponível em nossa memória, sempre que necessário.

A maneira mais poderosa de se levar uma vida com Deus é memorizando as Escrituras. Sua palavra nos foi enviada não por capricho, mas para que a lêssemos, memorizássemos, aprendêssemos e vivêssemos por ela. A mente humana não tem as respostas certas para solucionar nossos dilemas cotidianos, muito menos aquelas que poderiam nos conduzir a Salvação eterna. Só obtemos essas respostas através das Escrituras.

A bem da verdade, esse certo desprezo pela memorização é reflexo de nossa sociedade. Com milhares e milhares de computadores disponíveis para armazenar dados e o seu acesso cada vez mais facilitado, por que iríamos continuar memorizando coisas? Há um lema recorrente nas discussões sobre educação que diz o seguinte: “Grande imaginação, profunda intuição”. É o bordão comum para as realizações intelectuais, até mesmo na ciência. Reflexo do mundo pós-romântico, pós-freudiano no qual a imaginação foi identificada com o inconsciente mental de grande poder criativo. É o ponto em que o homem vai procurar a partir da sua criatividade as respostas adequadas para a boa vida. Fica declarada a independência de Deus; desloca-se o eixo de Deus para o homem, que vai tornar-se cada vez mais senhor de si mesmo, do seu destino, do seu futuro.

Memória no contexto desse artigo é simultaneamente: memória treinada, educada e disciplinada. Seu princípio fundamental é dividir o material a ser lembrado em peças menores de tal modo que possam ser acessados facilmente e reconstruídos no momento adequado. Isso propicia um eficiente sistema de memória com acesso aleatório sem necessidade de reconstruir todo o caminho laboriosamente percorrido na sua construção.

A título de exemplificação, podemos citar Tomás de Aquino que ditou praticamente toda sua majestosa obra em meados do século XIII. É notório um fato pitoresco de quando ele jantava com o rei Luis XI. Havia um argumento que ele estava compondo contra os maniqueus e o preocupava há tempos.

De repente, num átimo, bate à mesa e declara: “Isso liquida os maniqueus!” e chama por Reginaldo – espécie de secretário – que estudava em seu aposento. Reginaldo deixa seu quarto e acompanhando o mestre, dispõe a escrever a medida que ele dita sem parar, tudo de memória. Esse incidente deve ter ocorrido na primavera de 1269, enquanto estava em curso a composição da segunda parte da “Summa theologica”.

É importante esse fato por exemplificar que um teólogo da envergadura de Aquino, usava o tempo todo a memória para elaborar sua obra, transitando entre os textos bíblicos e seus argumentos, com maestria. Nos escritos originais havia a assinatura (autógrafo) dos copiadores; uma prova de que era esse o método de trabalho de Tomás de Aquino. Há ainda inúmeras passagens dele e Bernardo Gui, que demonstram sua prodigiosa memória.

Estudiosos de Aquino, defendem que seria impossível tornar realidade tamanha obra por outro método que não fosse o auxílio de exímios copiadores, que transcreviam exaustivamente tudo o que era ditado.

Cinco verdades disponíveis para quem memoriza versículos

1 – Caminhar com Deus. “Para que guardes os meus conselhos e os teus lábios observem o conhecimento” (Provérbios 5:2). Para aquele que almeja uma vida justa, só há a opção de andar com Deus. Não há outro caminho a não ser ler as Escrituras e seguir o que Deus diz. A Bíblia nos foi dada como um meio de Deus nos comunicar seus propósitos, sua visão e promessas. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).

2 – Conforto para si e para os outros. Quando se lê e apreende de coração versículos da Bíblia, as preocupações que outrora abatiam a alma, deixam de existir porque há a garantia que Deus nos guia nas decisões que tomamos. Ele está lá para confortar e dizer o que fazer. Deus dissipa nossos medos desnecessários. Uma vez em paz, a pessoa pode compartilhar com outros aquilo que é uma realidade em sua vida, citando os versículos que trazem segurança, conforto e paz no seu dia a dia.

3 – Comunicar-se com Deus. Ler a Bíblia diariamente e memorizar seus versículos é como ter uma conversa com Deus. A Bíblia é o meio que Ele usa para nos contar seus planos.

4 – Conselhos sobre o que fazer. A Bíblia ajuda a tomar decisões sábias. Deus transmitiu sua sabedoria através da sua Palavra. Viver segundo a Bíblia também ajuda a determinar qual decisão tomar. Há sempre disponível o conselho de Deus em sua Palavra quando se chega diante de uma encruzilhada da vida. Ele definitivamente ajuda na melhor escolha.

5 – Fortaleza em dias de angústia. Quando pressionados, sob estresse e em situações difíceis, nem sempre as decisões serão as melhores. Há o risco de se tomar decisões erradas e fazer coisas de acordo com uma “percepção” do que é certo. Ao memorizar a Palavra há o conforto e a confiança que Deus guiou-nos na decisão tomada.

Estilos de memorização

Há algumas músicas, até mesmo seculares, que grudam de tal modo e com tamanha rapidez em nossa memória que, muitas vezes de modo involuntário, nos pegamos repetindo-as. Ao mesmo tempo, porque encontramos tanta dificuldade em memorizar trechos que voluntariamente selecionamos e que julgamos ser importantes? Há atores que memorizam quase que instantaneamente páginas e páginas de roteiros com mínimo esforço. Pessoas diferem na maneira como aprendem. Alguns memorizam melhor lendo em voz alta, outros sentem-se mais confiantes quando escrevem o que leram. Há ainda aqueles que desenham e associam figuras com conteúdos complexos que precisam ser memorizados. O segredo é descobrir o estilo de memorização adequado a cada um.

Muitas vezes o fracasso em memorizar está ligado ao método inadequado escolhido para o perfil da pessoa. Identificado o estilo correto, é praticamente possível memorizar o que quiser.

Apresentamos aqui, de forma bem superficial, estilos para serem trabalhados posteriormente para aprimorar o processo de memorização de cada um.

ESTILO 1 – LEITOR. Essa técnica é mais adequada àqueles que tem facilidade apenas com a leitura. ACRONISMO: método no qual se usa a primeira ou primeiras letras de palavras para juntar e formar outra. Vejamos o exemplo: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3:24). Ficaria assim: SeJuGra PeGra PeRe HaCJ. Nesse método, pode-se ignorar artigos, preposições e até conjunções, pois virão a memória naturalmente para fazer dar sentido quando se recupera o versículo. LEITURA REPETITIVA: Técnica mais comum de memorização. É ler e ler até memorizar. Uma variedade dessa técnica é ir dividindo o versículo em partes menores e ir memorizando por partes. Memorize a parte 1; repita a parte 1 e memorize a parte 2; avance assim, sucessivamente, até ter feito com o versículo todo.

ESTILO 2 – CINESTÉSICO. Técnica na qual, durante o processo de memorização,  o participante gosta de se envolver não apenas com sua mente, mas de forma corporal, fazendo gestos, ações e até mesmo dançando. Sugestão 1: encontre um lugar adequado e encene pra si mesmo o texto bíblico a ser memorizado. Sugestão 2: em seu quarto: leia em voz alta recitando para si mesmo, caminhando   e repetindo até poder recitar de memória com toda segurança.

ESTILO 3 – VISUAL. Pessoas com aptidão visual sentem-se satisfeitas através de gráficos, cores, diagramas ou qualquer coisa que salte aos olhos e instigue sua imaginação. Perfis assim devem evitar lugares ou coisas que causem distração, como TV ligada, movimentação de pessoas, barulhos etc.
 Devem optar por locais que favoreçam a concentração. Sugestão 1: essa técnica simples, baseia-se tão somente em escrever e rescrever versículos numa folha até que se tenha memorizado. Sugestão 2: Usar cartões ou cartazes. Já que esse perfil pode lembrar-se facilmente através da visualização, é interessante usar cartões ou até cartazes com anotações. Torne essas anotações atrativas, usando cores, marcando e colorindo palavras que merecem ser enfatizadas. Sugestão 3: preencha os espaços. Imprima numa folha versículos com espaços para palavras que devem ser preenchidos usando a memória. Nesse método é interessante ter outra folha com os versículos completos para fazer a memorização primeiro.

ESTILO 4 – AUDITIVO. Esse perfil tem inclinação musical. Podem memorizar facilmente através do canto ou simplesmente ouvindo. Sugestão 1: musicar e cantar. Experimente improvisar música sobre versos que queira memorizar. Pode-se usar melodias famosas ou criar uma própria. Sugestão 2: gravar e ouvir. Use seu smartphone para gravar sua própria voz, recitando de forma clara e no ritmo correto e depois ouvir até que tenha memorizado.

Esses estilos são muito importantes na medida que o processo de memorização difere de pessoa para pessoa. Ao descobrir qual o estilo ou habilidade mais adequado para memorizar, qualquer passagem da Bíblia poderá ser memorizada de forma mais simples que nunca.

Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder (1 Coríntios 4:20).
Não poderia deixar de recomendar àqueles que tem dificuldades em memorizar, que orem e peçam ajuda a Deus para que desperte em si a capacidade de reter e poder fazer uso sempre que necessário da doce Palavra de Deus. Após ter orado, confiante e obstinado, faça sua parte. Eu acredito que você vai memorizar muitos e muitos versículos que servirão como água fresca e cristalina num deserto, para a vida de muitos, ainda.

domingo, 17 de novembro de 2013

Pastor escreve os 10 mandamentos para as redes sociais

Ed René Kivitz fala sobre a construção do perfil, o tipo de mensagens que devem ser passadas e os perigos de usar a rede para caluniar pessoas 

O pastor Ed René Kivitz escreveu em seu Facebook algumas regras para que cristãos utilizem melhor a web e principalmente as redes sociais.
 
O texto postado no dia 8 de novembro recebeu o nome de “Os dez [e alguns outros] mandamentos para o mundo virtual e as mídias sociais” e já foi compartilhado por mais de 2.800 pessoas.

Os mandamentos escritos pelo pastor da Igreja Batista da Água Branca ensinam logo de primeira que o mundo virtual não pode ser substituído pelo real e que a imagem passada nessas redes não pode ser “fake”, ou seja, falsa.

“Não manipularás as pessoas para que pensem de ti mais do que convém”, diz o terceiro mandamento pedindo que as pessoas construam uma identidade verdadeira e consciente no mundo virtual.

Entre as dicas, o pastor ensina que é necessário respeitar as barreiras da intimidade para não tornar público assuntos privados que deveriam ser tratados apenas com quem realmente faz parte de sua vida.

Kivitz também fala sobre ter em mente o que realmente se quer das redes sociais “Não te tornarás o assunto das tuas mídias. Não falarás apenas de ti mesmo. Aliás, quase nunca falarás de ti mesmo. Oferecerás conteúdo.”

O texto segue pedindo que os usuários não protagonizem “barracos” no mundo virtual e nem agridam pessoas com fofocas e calúnias. “Debaterás ideias, não pessoas. Não serás melindroso: lembre-se que quem fala o que quer, ouve o que não quer, inclusive bobagens”, escreveu.


Os últimos mandamentos falam sobre plágio, direitos autorais e o uso das redes de relacionamentos.

Leia:

OS DEZ [E ALGUNS OUTROS] MANDAMENTOS PARA O MUNDO VIRTUAL E AS MÍDIAS SOCIAIS

1. Não viverás no mundo virtual, apenas farás incursões. Não substituirás o mundo real pelo mundo virtual.

2. Não venderás a alma para ganhar seguidores. Evitarás factóides e fugirás das polêmicas pelas polêmicas.

3. Não construirás de ti mesmo uma imagem fake no mundo virtual. Não manipularás as pessoas para que pensem de ti mais do que convém. Conscientemente constuirás tua identidade no mundo virtual.

4. Não te confundirás com o teu avatar. Não permitirás que tua identidade seja determinada pelo que dizem a teu respeito nos comentários das tuas postagens.

5. Não serás displicente, negligente e descuidado a respeito das fronteiras da tua intimidade. Cuidarás das dimensões pública (o que qualquer um pode saber), privada (o que apenas as pessoas com quem você se relaciona sabem), e íntima (o que apenas as pessoas para quem você revela sabem). Isso vale também para a vida dos outros.

6. Saberás claramente as razões porque estás presente no mundo virtual e utilizas as redes sociais. Não te tornarás o assunto das tuas mídias. Não falarás apenas de ti mesmo. Aliás, quase nunca falarás de ti mesmo. Oferecerás conteúdo.

7. Não protagonizarás barracos no mundo virtual. Não agredirás pessoas com fofocas, calúnias e difamações. Debaterás ideias, não pessoas. Não serás melindroso: lembre-se que quem fala o que quer, ouve o que não quer, inclusive bobagens. Não serás covarde, dizendo no mundo virtual o que não dizes olhos nos olhos.
 
8. Não plagiarás. Respeitarás os direitos autorais.

9. Não usarás as mídias sociais para destruir, mas para construir. Não serás apenas contra, mas dirás do que és a favor e farás propostas.

10. Não cairás na armadilha embutida na expressão “rede de relacionamentos”. Relacionamento virtual é uma contradição de termos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Diga-me com quem andas?

 

“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15:33)
“Diga-me com quem andas, e eu te direi...

“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes.” (1 Coríntios 15:33)

“Diga-me com quem andas, e eu te direi quem tu és.” (ditado popular). É mais ou menos por ai. Ora, as relações sociais influenciam o comportamento do ser humano. A forma de falar, de ouvir, de pensar, de vestir, de comer, de cantar, etc.

É natural que as pessoas procurem afirmar as suas identidades através de um comportamento no meio em que vivem e, podem ser aceitos com maior facilidade. Acontece que essas relações podem oferecer coisas boas ou coisas ruins para a vida do homem no planeta.
As coisas boas podem ser facilmente verificadas na família, a base da sociedade. É dessa base que solidificamos a nossa identidade e destino numa sociedade. É daqui que continuam surgindo os grandes pensadores, cientistas e líderes políticos ou religiosos que influenciam de forma positiva o mundo moderno. A família é um lugar de honra. No século XVI, os pais formavam os seus filhos para influenciar e não somente para serem empregados de alguma empresa. Quem poderia imaginar nos dias de hoje, um adolescente ser eleito como um representante de seu país em outro país, por exemplo? Isso era comum acontecer naquele tempo. A família é formadora de bons comportamentos, boa índole e cultura de coisas boas. Aqui, os pais estabelecem para os seus filhos os princípios fundamentais da VIDA!

“O caminho de Deus é perfeito, a Palavra do Senhor é poder” (Sl. 3)

Por outro lado, quando visitamos hospitais psiquiátricos, presídios ou abrigos de menores infratores ou até mesmo quando nossos veículos circulam em grandes avenidas, onde o álcool, a prostituição e as drogas, são absolutamente notórios e abusivos, a impressão que temos desses lugares e personagens são as mais tristes possíveis. Certamente que, para esse grupo de infelizes, a ação protetora e amigável da família não estava presente em suas vidas. Rejeitaram ou foram rejeitados pelo berço bem aventurado de um lar amável e restaurador e agora estão numa formação de influências negativas em suas vidas. (É claro que, quando Cristo chega na vida de qualquer pessoa, tudo isso pode ser mudado para sempre)!!

Quando conversamos com mendigos nas ruas, ou com pessoas isoladas e solitárias na vida (inclusive na igreja) que não cultivam boas amizades, que não vivem em comunidades ou família, podemos observar o quanto essas pessoas foram influenciadas por decisões que a arrastaram para caminhos de dores, tristezas, doenças e até morte. Foram decisões, talvez influenciadas por más conversações, más amizades. Infelizmente pessoas assim, não se cansam de arrastarem outros desavisados para essas suas “ilhas” de egoísmo e desilusão. (É claro que, quando Cristo chega na vida de qualquer pessoa, tudo isso pode ser mudado para sempre)!! Não adianta o cristão dizer que não tem pecado, pois está enganando a si mesmo e nele não está a verdade. (I João 1:8). O que importa é conhecer a verdade e a Verdade nos libertará. (Jo. 8:32).

“Há caminho que parece direito ao homem, mas no seu cabo são caminhos de morte”.

As amizades de personagens bíblicos
A Bíblia destaca várias relações de amizades que foram bem sucedidas e outras que foram um verdadeiro desastre! São muitos exemplos que figurariam muito bem para este artigo como Josué e Moisés, Eli e Elias, Saul e a Rainha de Sabá, Jó e seus amigos, Daniel e seus amigos, Jesus e seus discípulos, etc. Hoje, porém, eu gostaria de dar ênfase a quatro personagens de tempos distintos: Sansão, Dalila, Jônatas e Davi.

Sansão e Dalila
Relacionamentos de Conveniências Podem levar à Morte
Sansão foi profetizado no ventre de sua mãe, e tinha tudo a seu favor (Jz. 13:24). Havia um propósito e um destino divinos para a sua vida. Ele foi profetizado como Juiz em Israel e cumpriu cabalmente a sua missão por cerca de 20 anos.
Ele teve um bom começo, mas o seu fim fora absolutamente trágico. A tragédia na vida de Sansão começou quando ele se isolou e passou a brincar com a sua unção, relacionando-se com quem não devia. Se isso houvesse ocorrido nos dias de hoje, diríamos que o crente Sansão vivia em “baladas”. Foi numa dessas más conversações que ele encontrou a Dalila e os amigos dela, “amizades” que lhe custariam a unção, força e a até a vida. (Veja história completa clicando aqui: http://www.bibliaonline.com.br/acf/jz/13).

Homens de Deus cuidado com as Dalilas!
Elas vão somente querer roubar-lhes a força!

Davi e Jônatas
Amizades verdadeiras nos levarão a uma vida bem sucedida
A história dos relacionamentos de Sansão não foi boa, mas a amizade de Jônatas para com Davi foi muito melhor. Enquanto os relacionamentos de Sansão lhes proporcionavam o caminho das armadilhas e das covas, Davi foi um jovem agraciado pela amizade de Jônatas para dirigi-lo a um caminho de vida, com direito ao reinado de Israel. Esse relacionamento verdadeiro, maduro e sincero com o seu novo amigo Jônatas, fez com que Davi cumprisse o destino ao qual fora profetizado para a sua vida. Seu amigo o ajudou a se tornar um dos homens mais temidos e poderosos de seu tempo.
O nascimento de Davi não teve o mesmo berço e sorte de Sansão. Davi era bastardo (filho de outra relação), Sansão era legítimo de sua família. Mas, as escolhas de Davi, em tudo sobrepujaram às escolhas daquele ex-juiz de Israel.

Diga-me: Com quem andas?

Davi escolheu aceitar a ser um grande amigo de Jônatas porque logo viu que isso era bom. Que ele poderia ter a coragem e humildade para aprender coisas boas com o seu novo amigo. Jônatas abriu as portas para Davi seguir o seu destino. Ele motivou a Davi com as suas próprias palavras:

“E ele lhe disse: Tal não suceda; não morrerás; eis que meu pai não faz coisa nenhuma grande, nem pequena, sem primeiro me informar; por que, pois, meu pai me encobriria este negócio?

Não será assim.
Então Davi tornou a jurar, e disse: Teu pai sabe muito bem que achei graça em teus olhos; por isso disse: Não saiba isto Jônatas, para que não se magoe. Mas, na verdade, como vive o SENHOR, e como vive a tua alma, há apenas um passo entre mim e a morte.
E disse Jônatas a Davi: O que disser a tua alma, eu te farei.”
(1 Samuel 20:2-4).

Relacionamentos de verdade nos conduzem à Verdade (Cristo). Se por acaso, suas amizades estiverem afastando você de sua família, de sua casa ou de sua igreja, meu querido… Chuta que é laço!
Jônatas estava sempre ajudando a Davi com palavras, com ações e com alavancas que fizeram Davi viver e crescer em seu ministério. Sem falar agora na inconveniência de um triste relacionamento de Davi, mais na frente de sua história, aqui, ele acertou nessa amizade com Jônatas. (Para conhecer a história completa de Davi e Jônatas clique aqui: http://www.bibliaonline.com.br/acf/1sm/18).

Um verdadeiro amigo nunca está disputando contra você.
Ele sempre será do seu time, o time da vida!

Um Amigo de Verdade
Os amigos de verdade nada escondem de seus amigos, são transparentes e fazem até sacrifícios para se doar ao outro. O nosso Maior e Melhor Amigo é Jesus! Ele deu a própria vida por nós. Quem não quer uma amizade desta? Eu quero!
Ninguém tem maior amor do que este,
de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. (João 15:13)

Quando Jesus se relacionou com a humanidade, nada escondeu. Ao contrário de seus críticos, ele se REVELOU! Ele veio para os seus amigos, mas os seus amigos não o receberam. Mas, todos os que escolheram ter um relacionamento íntimo com Ele, herdarão as coisas Dele lá na Sua Casa.
Esse Jesus de Pai influente e poderoso no universo, não quis nos chamar de “servos”, e sim de AMIGOS.

Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor;
Mas, tenho-vos chamado amigos,
porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer.
(João 15:15)

Contudo, nesse relacionamento tem uma condição muito importante, que não posso deixar passar em branco. Esse amigo é de verdade, não pode existir aqui a falsidade ou a virtualidade com ele. Ele gosta de amar mais profundamente. E, outra coisa muito importante também é que nessa amizade não poder haver interesses diversos do amor e do destino para entrar e curtir o céu para sempre. Você quer ser amigo de Jesus? (DE VERDADE)? EU QUERO!!!

Uma Amizade Perfeita
Amigos, concluo esse pequeno artigo citando a vida de um homem da terra de Canaã que a Bíblia diz que andou com Deus e, por isso nem a morte física ele chegou a conhecer. A impureza desse mundo não era digna de tê-lo ao derredor!
“E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou.”
(Gênesis 5:24)

Enoque andava com Deus. Isto lhe promoveu ao céu. Andar com Deus garante a sua promoção com Deus! Mas, isso não será garantido pelo homem. Diga-me com quem Andas?

Desejo Um Ano Novo com a unção de Enoque em sua vida, amém?

sexta-feira, 18 de maio de 2012

10 Motivos porque não somos uma Igreja que GRITA





 1.    Porque Deus não é surdo – Algumas pessoas não evangélicas quando visitam algumas igrejas e saem do culto perguntando por que os crentes gritam tanto. Eles saem da igreja afirmando: “Deus não é surdo!”. Precisamos admitir que, neste sentido, elas têm razão ao afirmar isso. Nossos gritos não convencem Deus de que o amamos. Na verdade, deste ponto de vista, eles são desnecessários, pois a Bíblia diz que Deus conhece até os nossos pensamentos (Sl. 139.4). É verdade que Deus não é surdo, mas me permita ironizar, afirmando que se ele tivesse tímpanos como os nossos, certamente, incorreria no risco de ficar surdo pelo modo como algumas igrejas e crentes o cultuam. Nossas orações devem vir de corações apaixonados, mas isso não significa que temos de gritar desesperados como se Deus não estivesse ouvindo. Lembro-me que quando Elias desafiou os 450 profetas de Baal foram eles quem gritaram desesperados ao seu falso deus, enquanto Elias fez uma simples e sincera oração (1 Reis 18.36-40). Deus atendeu a oração de Elias sem precisar de gritos, mas os profetas de Baal não tiveram resposta porque clamaram a um deus falso. No caso de Jesus, a única vez que ele bradou aos céus foi quando estava na cruz durante seu suplicio (Mateus 27.46,50).

2.    Porque somos uma comunidade educada – A gritaria em algumas igrejas, antes de expressar um culto fervoroso, pode expressam mau educação. As crianças ficam assustadas, espanta alguns visitantes, e alguns incrédulos decidem nunca mais pisar o pé naquele ambiente religioso. Nós somos uma comunidade educada, pois glorificamos a Deus sem precisar gritar desordenadamente. 
3.    Porque barulho não é sinônimo de unção, haja vista que lata vazia também faz barulho. Ao longo de minha vida cristã tenho percebido que muitos dos crentes que mais “glorificam” com gritos nos seus cultos também gritam descontroladamente com suas esposas em casa. O barulho nem sempre denuncia unção. Lembro-me de que quando o profeta Elias estava fugindo da rainha Jezabel e do rei Acabe, escondendo-se numa caverna no monte Horebe, Deus falou-lhe num cicio tranqüilo e suave (um sussuro amável), e não no meio de um vento, de um terremoto, ou de fogo que também passava (1 Reis 19.9-13). Deus estava respondendo a Elias de uma forma inesperada, no silêncio, contrariando todas as noções do profeta.
4.    Porque prezamos por um culto descente e ordeiro – O apóstolo Paulo instrui aos crentes em Corinto que o culto deve ser feito com ordem e decência. Naquela igreja era comum a desordem cúltica, onde diversos irmãos profetizavam, falam em línguas ou glorificam simultaneamente. O culto era uma gritaria desordenada e Paulo repreendeu os irmãos dizendo-lhes: “faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Coríntios 14.40)
5.    Porque não há base bíblica para estarmos gritando no culto. Simplesmente nenhum texto da Bíblia nos manda cultuar desta forma e, mesmo os textos do Antigo Testamento que apresentam o povo de Israel bradando, não servem de amparo para justificar a gritaria durante os cultos, pois eles não são relatos de um culto litúrgico, nem são aparados por qualquer ordem bíblica para assim o fazermos.
6.    Porque não queremos que os incrédulos escarneçam de nosso culto. A Bíblia diz que a mensagem do evangelho é loucura para os que se perdem (1 Coríntios 1.18). Assim, é de se esperar que alguns não crentes zombem do evangelho naturalmente por não entender, por exemplo, que através da morte de Cristo temos vitória, vida e salvação. Eles não crêem e zombam. Desta zombaria, porém, não nos importamos, porque ela é bíblica. Mas não podemos comparar esta experiência com a daqueles não-crentes que zombam após um culto repleto de gritarias anarquizadas. Não queremos dar motivos para os incrédulos escarnecerem de nós por procedermos de maneira desordeira.
7.    Porque não queremos atrapalhar as pessoas de ouvir a Palavra de Deus. Já fui para ambientes evangélicos em que não consegui entender os louvores, nem muito menos a pregação por causa de irmãos “espirituais” que gritavam mais alto do que o volume do som. São ambientes onde as pessoas saem dizendo que o culto foi uma bênção, mas, quando perguntadas acerca da mensagem, dizem que não entenderam nada “porque o fogo desceu”. No nosso culto a mensagem da Palavra é o centro, o momento em que Deus nos fala e precisamos dar toda atenção. Podemos glorificar a Deus, mas de uma forma que não atrapalhe as pessoas de ouvir e entender a Palavra de Deus.
8.    Porque estas expressões de culto são como coreografias aprendidas e repetidas sem voluntariedade. Os irmãos aprendem isso na liturgia e estão automatizados. Não há espontaneidade e, quando a coisa funciona assim, não é culto, mas religião fria e automática. Não vem do coração, nem mesmo da cabeça, mas é automático com um motor de um automóvel.
9.    Porque queremos oferecer um culto racional a Deus. É isso que o apóstolo Paulo nos diz: “que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm. 12.1). Um culto racional é um culto inteligente, no qual você entende a mensagem com a mente e absolve com o coração. Alguns cultos por ai a fora as pessoas não entendem o que está sendo pregado e gritam “Glória a Deus!”. Quantas vezes já ouvi alguém num certo culto glorificar a Deus depois do pregador dizer que o diabo veio para destruir. Quando isso acontece, o irmão não entendeu a mensagem ou não sabe o que significa “glória a Deus!”. É preciso dizer para ele: “não é ‘Aleluia!’ irmão, é ‘misericórdia!’. 
10. Porque não se mede um culto pela quantidade de glórias que se grita, mas pela sinceridade do adorador. No céu não existe um aparelho chamado “glorômetro”, com o qual Deus ou seus anjos meçam a qualidade dos cultos oferecidos. Por mais que possamos manifestar atos externos sinceros, é importante perceber que, às vezes, alguns irmãos procuram competir espiritualidade a partir da potência vocal de glórias no culto. Lembremo-nos que quem se preocupava em demonstrar espiritualidade eram os hipócritas (fariseus) e Jesus disse que sua recompensa era a dos homens (Mateus 6.5-8).
Entenda, querido leitor! Não estou querendo dizer que não devemos ter expressões de louvor a Deus; longe de mim querer partir para o outro extremo que proíbe qualquer tipo de manifestação espontânea de adoração. Encontramos na Bíblia diversos momentos de expressões verbais de culto e adoração pública. Nossa comunidade é o lugar onde estas experiências de louvor podem acontecer, mas sem perder a ordem do culto. Ninguém é proibido de louvar a Deus em nossa igreja, mas não queremos medir o poder de nossa igreja a partir da quantidade de gritos que emitimos durante o culto, nem queremos tornar isso uma coisa automática e desregrada.
Que o Senhor nos abençoe a ajude a trilharmos o caminho do equilíbrio.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Por quer ler a Bíblia?


     Lembra-se do último bilhete que você recebeu de seu melhor amigo? Você entusiamou-se ao lê-lo? A Bíblia é uma carta de Deus para você!

      “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra” (2 Tm 3.16,17)

Aqui estão três boas razões para você ler a Bíblia:

1.         1. É o principal meio de Deus comunicar-se com você.
      Ela revela-lhe como Deus é.
      Ela conta-lhe o que Deus quer que você saiba.
“A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre” ( Sl 119.160).

2.          2. Você deve ler a Bíblia porque ela lhe ensina como ter a vida eterna.
      Ela o manda voltar-se de seus pecados.
      Ela o anima a confiar em Jesus para que os seus pecados sejam perdoados.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

3.           3. Você deve ler a Bíblia porque ela lhe ensina como viver.
       Ela registra os mandamentos de Deus para viver (Êx 20.1-17)
       Ela registra a vida e os ensinamentos de Jesus. A vida dele é um perfeito exemplo de como você deve viver.
“Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos. Alegrar-me ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra” (Sl 119.15-16).

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Jesus Cristo, Nosso Cordeiro Pascal


Porque isto é meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo (Mateus 26.28, NTLH).

     A Páscoa, comemorada pelos judeus, significa passagem. É realizada com o objetivo de fazer o povo recordar a libertação da escravidão egípcia e também a libertação da escravidão do pecado. Na antiga Páscoa judaica, antes da Festa dos Pães Asmos, as famílias removiam de sua casa todo o fermento ou alimentos e bebidas fermentados. De acordo com o ensino bíblico, o fermento e tudo o que era preparado com ele simbolizavam o pecado.

     Hoje, nossa Páscoa é representada pela Ceia do Senhor, uma das principais ordenanças da Igreja. Nessa festa, celebramos a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, pois o cordeiro que era sacrificado na festa da Páscoa dos judeus apontavam para o sacrifício de Cristo, o único Cordeiro que tira o pecado do mundo.

     Cristo é a nossa Páscoa, aquele que nos propiciou a passagem da morte - vida de pecado, engano, mentira, inveja, orgulho, miséria, rivalidade, ressentimento, ódio, maldade e escravidão - para a vida. Por meio de Sua ressureição, Ele nos garantiu o direito à vida eterna e plena.

      Quando o aceitamos, reconhecemos a importância e o significado do Seu sacrifício na cruz do Calvário e o confessamos como nosso Senhor, tornando-nos novas criaturas. Ele é nosso caminho, nossa Páscoa. Deus por intermédio de Seu Filho, livrou-nos do domínio da morte e do pecado e concedeu-nos uma vida plena e saudável. Como Jesus mesmo disse: Eu vim para que tenham vida e tanham com abundância (Jo 10.10b).

       Quando participaos da Ceia do Senhor, proclamamos ao mundo nossa fé no sacrifício expiatório de Cristo e em Sua segunda vinda. É o momento em que reconhecemos o quanto éramos e estávamos escravizados pelo pecado e pelo mundo, assim como o quanto necessitávamos de um Salvador, Jesus Cristo.

        Pelo grandioso ato de amor de morrer por nós, Jesus se fez maldição em nosso lugar, presenteando-nos com a vida eterna e com o fortalecimento de nossa fé. A Sua oferta nos permitiu uma vida na qual o triunfo, o amor, a criatividade, a fecundidade e a crença na ressureição eterna nos possibilitem viver a ressurreição do amor, da graça da paz, da unção, da unidade, da alegria, da esperança da comunhão e da fé em nossos relacionamentos.

        Que você sempre comemore com sua família e em sua igreja essa ordenança tão especial e importante para nossa vida espiritual e física, pois quando participamos da Ceia do Senhor, somos purificados e curados no corpo, na alma e no espírito.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Creio na ressurreição do corpo

   
     Os cristãos do primeiro século escandalizaram o mundo afirmando que Deus se fez carne, padeceu e morreu no corpo, e no corpo ressuscitou. O Credo Apostólico ecoou no mundo antigo e reverbera até hoje:  Creio na ressurreição do corpo, o que acarreta uma absoluta revolução na vida desde aqui e para a eternidade. A respeito disso, Paulo Brabo comenta a obra de Alan F. Segal, Life After Death, que discorre sobre a geografia e a história da vida após a morte na cultura ocidental, e também a respeito da radical diferença entre o pensamento grego e o pensamento judaico-cristão.

    Os gregos acreditavam que a essência do ser humano é a alma. O corpo é uma prisão, disse Platão. Acreditavam que o corpo era perecível e efêmero, diferente da alma, imperecível e eterna.
    Mas a Bíblia Sagrada ensina diferente. Os primeiros cristãos sabiam que o corpo seria preservado para a vida eterna, pois não somente a alma, mas também o corpo é parte essencial do que somos.
    Os gregos falavam da vida eterna em termos de imortalidade da alma; os judeus e os primeiros cristãos falavam da vida eterna em termos de ressurreição do corpo, comenta Paulo Brabo. O ser humano é indissociável do corpo. Não é correto dizer que temos um corpo, pois na verdade, somos um corpo. A morte física não é, portanto, a oportunidade de nos livrarmos da prisão do corpo, pois é na ressurreição que é redimido e encontra finalmente sua plenitude. Paulo, apóstolo, ensina que, na ressurreição do corpo, o que é mortal é revestido de imortalidade, e o que é corruptível é revestido de incorruptibilidade. A esperança cristã é claríssima: a morte não implica a reencarnação, nem tampouco a dissolução do corpo (e do espírito e da alma) no todo etéreo imaterial. A morte não é a última palavra, pois vivemos na esperança da ressurreição: Se esperamos em Cristo apenas nesta vida, somos os mais miseráveis dos homens, disse o apóstolo Paulo.

     Não deve causar espanto, portanto, o fato de Jesus ter dado tanta importância ao corpo. Seus milagres se concentraram na restauração do corpo. Isso pode ser entendido de duas maneiras. Primeiro como denúncia profética da condição humana que resulta da rejeição a Deus. As curas de Jesus são de fato uma dramatização exterior da restauração da identidade humana. A sabedoria judaica diz que a idolatria é um caminho de desumanização: os ídolos têm boca, mas não falam; olhos, mas não vêem; pés, mas não andam.  O poeta bíblico diz que todos os que adoram ídolos acabam se tornando iguais a eles, isto é, desumanizados, coisificados, sem vida. Paulo, apóstolo, diz que o que nos confere identidade humana é o sopro divino, e que, uma vez que trocamos a glória do Criador pela glória das criaturas – ídolos, perdemos nossa identidade humana. Quando Jesus cura um cego, um homem mudo, um aleijado ou um leproso, está não apenas mostrando o que nos tornamos, como também e principalmente mostrando o que podemos e devemos nos tornar quando redimidos e reconciliados com Deus.
As curas físicas operadas por Jesus apontam também para o fato de que a redenção é essencialmente o resgate da plena identidade humana, o que necessariamente implica a redenção também do corpo. Isso não significa, como entendiam os gregos, que, ao realizar curas físicas, Jesus se rebaixou aos cuidados do corpo. Muito ao contrário, ao curar o corpo Jesus aponta exatamente a elevação do corpo como imprescindível constituinte da verdadeira, ou integral, identidade do que se pode chamar humano.
Não é pouco, portanto, celebrar a Páscoa como festa da ressurreição. Os cristãos, em todos os tempos, afirmam algo singular: cremos que Deus se fez carne; cremos que padeceu, morreu e ressuscitou em carne; cremos na ressurreição do corpo.
Celebrar a Páscoa como ressurreição de Jesus é afirmar a vida em sua plenitude e o ser humano em sua totalidade. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar o corpo como sagrado. Celebrar a Páscoa como ressurreição é afirmar a esperança da vida eterna!

Texto: Pr. Ed René Kivitz

sábado, 31 de março de 2012

Paz



O que me motiva a escrever esta postagem?
Não sei.

    Durante uma caminhada na noite passada(28), eu olhei para o céu, e vi estrelas. Meu espanto foi perceber que já a muito tempo eu não as tinha notado. Eu sorri estando triste...

    Tão acostumado a correria da cidade, tão estressado com as pessoas...
    São tantas pessoas ao nosso redor, cheias de ódio, esbanjando arrogância... As vezes essas pessoas arrogantes somos nós... intolerantes...
    Famílias onde a única forma de comunicação é a gritaria e as brigas... isso é triste, é um ambiente horrivel...
    Cristãos semeando a discordia e a confusão nas redes sociais que participo...

    Isto nos contamina, nos influência, ligamos a televisão e é só o que vemos, em novelas e programas, familias brigando, vidas destruidas, pessoas prejudicadas, prostituição, pornografia...

    Aprendemos então que isso é o certo, é o normal... E muitos de nós, cristãos, batemos palma pra tudo isso... não podemos perder um capitulo desse lixo viciante que não nos serve de nada!

    Então me vejo no meio disso tudo, tão intolerante quanto os demais, tão agressivo quanto qualquer outro...
    Então me isolo, começo a refletir sobre minhas atitudes, minha agressividade... E percebo no silêncio como sou cheio de falhas... Pois é, as vezes nos esquecemos...
    Aprendi a respeitar mais, a entender, a aconselhar e ser aconselhado... a pedir desculpas...

    É importante nos afastarmos de pessoas que apenas querem nos usar, que nos fazem mal...

    Quando as pessoas se sentem desrespeitadas, tornam-se altamente carregadas, as emoções passam do medo à raiva. Depois, é a vez da cara feia, do xingamento, dos gritos e das ameaças, Os sentimentos de desrespeito quase sempre surgem quando insistimos em como os outros são diferentes de nós.

     Eu me vi assim, e quantos de nós não estão assim também?

     Minha forma de combater meu estado foi isolar-se, buscar a comunhão e o ensino de Deus. Ele é um ótimo professor.

     Aprendo que nem sempre podemos mostrar ao outro o que é certo, devemos deixar que o tempo ensine, como disse Galileu Galilei  
   "A verdade é filha do tempo, e não da autoridade".

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Sl 30.5)

sábado, 21 de janeiro de 2012

"LUIZA JÁ VOLTOU DO CANADÁ E NÓS JÁ FOMOS MAIS INTELIGENTES"

A República das Bananas teve mais uns dos seus dias de glória. A vida dos seus moradores foi infestada esses dias por dois assuntos esdrúxulos: um programa de TV que teve um suposto estupro, mas que foi mais uma jogada de marketing para alavancar a audiência para aquilo que é um lixo de última categoria, e uma moça (que não te nada a ver com isso e foi puxada para o olho do furação) que teve o seu nome citado em um comercial virou celebridade do dia para a noite. É claro que não repeti isso em minhas conversas pessoais, nem em minhas redes sociais, mas você entra no turbilhão contra a vontade, pois a crentaiada todo entrou no esquema.
Sim, achei uma tremenda falta do que fazer, uma burrice sem tamanho, e tudo de ruim que você possa imaginar. Sim, pensei como somos levados a fazer o que não tem sentido, como damos atenção a coisas que não geram nada, e como somos manipuláveis, massa de manobra. Sim, pensei em como assuntos de suma importância não são levados em conta, em como não se divulga nos perfis crentes nas redes sociais bons videos, bons textos, bons livros. Mas, em como assuntos sem a minima importância pega ligeiro. Isso pensei, mas não tenho a mídia nas mãos, era pensamento para mim, e para os meus.
E não é que alguém parece pensou igual e esse sim tem o Brasil todo para falar, e falou. Carlos Nascimento, do Jornal do SBT, contrariando seus pares chamados de jornalistas que entraram na onda e reverberavam essa inutilidade, em um vídeo de 44 segundos disse tudo o que eu queria dizer, com uma diferença, ele tem muito mais audiência que eu. Jornalista de verdade dá gosto ver e ouvir. Assista e pense nas palavras sábias desse âncora.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Carta de Deus aos Solteiros

      Todo mundo tem o desejo de ser abrir completamente a alguém. De ter a experiência de um relacionamento profundo. De ser amadado inteiro e exclusivamente !
   
      Mas Deus diz ao cristão: " Não, só quando você se sentir completamente satisfeito, contente de ser amada apenas por mim. Só quando você se der totalmente, e sem reservas a mim. Quando você tiver um relacionamento pessoal e único. Descobrindo que só eu completo tua sastifação então você será capaz do relacionamento completo humano que preparei pra você ! Você nunca será unido a outro ser enquanto não se unir comigo. pare de fazer seus próprios planos! Pare de criar seus próprios sonhos! Deixe-me oferecer-lhe o plano mais emocionante que existe! Um que você nem imagina! Eu quero o melhor pra você! Permita que Eu lhe traga o melhor! Coloque seus olhos em mim. Espere grandes coisas. Continue a experimentar a sastifação que eu sou! Continue a escutar e aprender o que eu lhe digo. Aguardem isso é tudo! Sem anciedade. Sem preocupação. E não olhe para as coisas que você pensa desejar. Eleve os olhos para o alto para mim. Pois do contrário vai perder o que Eu quero lhe mostrar ! Enquanto você e o seu "alguém" não estiverem preparados, enquanto ambos não se sastifazem somente em mim, não poderão experimentar as maravilhas que eu reservo. É o amor perfeito! E Eu quero de coração que voê tenha o mais lindo amor. Estou operando agora mesmo para que os dois estejam preparados simultaneamente! Desejo que você veja em carne humana um retrato do seu relacionamente comigo. E que viva copleta em união eterna em minha presença! Saiba sempre que você tem o meu amor completo! Sou Deus, creia nisso ! E sinta sua vida completamente satisfeita!"

"O amor é um abrigo numa tempestade e furiosa o amor é paz no meio de uma guerra e se nós tentarmos partir que Deus envie Anjos para guardar a porta. não, o amor não é uma luta mas vale a pena lutar por ele."